Coincidentemente ou não....
Seguem:
- Matéria de IstoÉ: A intocável Camargo Corrêa (2014)
- Matéria de JusBrasil (MPF-PR) - PF investiga doações ilegais da Camargo Corrêa a políticos / outro lado Empreiteira nega acusações; doação é legal, dizem políticos / Íntegra/Empresa se diz perplexa com operação ("Quatro diretores da empresa são presos; há suspeita de superfaturamento de obra")
- Matéria de O Globo - Lava-Jato: repasses de R$ 90 milhões na mira da Polícia Federal" - Para MP, recursos vieram de propina - No topo da
lista de empresas que fizeram os pagamentos mais volumosos à empresa
supostamente fictícia de Youssef está a Camargo Corrêa, uma das sete
maiores construtoras do país. Na denúncia, o Ministério Público informa à
Justiça Federal que a empreiteira repassou R$ 26 milhões para a MO, por
intermédio da Sanko Sider Comércio Importação e Exportação de Produtos
Siderúrgicos e da Sanko Serviços. O nome da Camargo Corrêa, que lidera o
consórcio de construção da Abreu e Lima, é um dos alvos da investigação
desde o início da Lava-Jato."- Matéria em RadialistasSP: Irregularidades trabalhistas da Camargo Corrêa motivaram protestos em usina - "Os conflitos que resultaram na depredação das instalações da usina hidrelétrica de Jirau, no estado de Rondônia, nesta quinta-feira (17), tiveram como pano de fundo a superexploração dos trabalhadores."
- Entre os empreendimentos da Camargo Correa, está o desastre (ou crime?) provocado pela UHE Barra Grande, empreendimento denunciado por fraude no EIA-RIMA, elaborado pela Engevix, onde foram perdidos em 2004-2005, mais de 6 mil hectares de florestas com Araucária, em sua maior parte em estádios avançados ou floresta primária, em Zona Núcleo da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica e também nas Áreas Prioritárias para a Conservação da Biodiversidade (MMA, 2004).
EM 2010 HOUVE ATO NO PLENARINHO DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO RS, RELEMBRANDO O MAIOR DESASTRE PROVOCADO SOBRE A MATA ATLÂNTICA, A UHE BARRA GRANDE:
Foto do biólogo Márcio Repenning
Segundo o Professor Althen Teixeira Filho, da UFPel, autor do livro "Financie um Candidato: Compre um Político", "no atual sistema os políticos atuam como reles agentes terceirizados do poder econômico que os financia eleitoralmente para, depois, irem corromper o Estado." O mais triste é que as grandes obras de grande impacto ambiental acabam sendo um meio de favorecimento para isso, ou seja, o círculo vicioso se fecha e nós vamos acabar pagando pela destruição da natureza, via políticos e governantes (de vários matizes) que propagam o crescimento de negócios insustentáveis. E fica outra pergunta: como pode uma concessionária, ademais que responde a vários inquéritos na justiça, financiar campanhas eleitorais? Que interesse ela(s) tem em tudo isso? Prezam simplesmente pela Democracia???

